Tudo que você precisa saber sobre os produtos light

23 de abril de 2019
Pode-se diferenciar dois tipos de produtos light, aqueles que nos ajudam a não engordar devido ao seu baixo teor de calorias e aqueles que são usados para perder peso e que substituem as refeições.

O produtos light são aqueles que têm um baixo teor calórico. O seu modo de elaboração envolve substituir os seus componentes alimentares, químicos ou naturais que contêm muitas calorias por outros que não contenham ou que possuam uma menor quantidade.

Qual a utilidade dos produtos light?

Os alimentos de baixa caloria podem ser de grande ajuda para pessoas com problemas médicos. Esses alimentos fornecem a energia necessária para diferentes fases da vida, tanto para crianças, mulheres grávidas e adultos. Eles podem ser consumidos por qualquer tipo de pessoa.

Substituição do açúcar

O açúcar é um dos principais componentes que são substituídos para produzir produtos light. Ele é normalmente substituído por frutose.

Apesar disso, existem outros tipos de adoçantes artificiais que não têm nenhum teor energético. A stévia ou o aspartame são outros exemplos. A sacarina sódica não é mais usada devido ao seu alto sabor residual.

Folhas de stévia

Esses adoçantes artificiais devem ser usados ​​com moderação e não em grandes quantidades, porque as pessoas que sofrem de fenilcetonúria (PKU) não podem usar esses adoçantes. Além disso, em doses elevadas, podem causar flatulência e outros distúrbios digestivos, como diarreia.

Também deve-se levar em conta que esses adoçantes, mas não contêm calorias, ainda ativam a formação de insulina no organismo, uma vez que é capaz de enganar os nossos corpos. Por isso, você deve ter cuidado com eles nas dietas de emagrecimento.

De fato, esses componentes não ajudam a eliminar a fome, mas, pelo contrário, podem gerar mais fome uma vez que são consumidos. No entanto, os adoçantes podem ser benéficos para outras doenças, como a diabetes.

Substituição de gorduras

Esse é o ponto onde pode haver mais confusão para os consumidores, uma vez que existem muitos alimentos que em no seu rótulo carregam a indicação “livre de gordura”, mas não há a informação se eles são realmente produtos light.

Existem muitos alimentos que têm pouca gordura pela própria natureza do produto. Por isso, para o fabricante é muito fácil e atraente colocar no rótulo que é um produto com baixo teor de gordura.

Esses alimentos são muito úteis, não só para emagrecer, mas também para as pessoas que desejam ou necessitam controlar a ingestão de gorduras para auxiliar na saúde. Considera-se que um produto é baixo em gordura quando menos de 30% das calorias do alimento provêm desse nutriente.

Escolhas no mercado

Muitos alimentos aumentam o seu índice de gordura devido aos molhos e temperos, como a margarina, maioneses ou azeites.

As versões lights desses produtos diminuem muito o seu índice de gordura, já que caso contrário eles não poderiam ser denominados light. É muito comum também que os queijos e laticínios tenham versões light.

Ao remover as gorduras, reduzimos o teor de calorias. O problema maior é encontrar o produto ideal que mantenha as características de textura e sabor do produto ainda que com menos gorduras.

Por isso, geralmente, usa-se uma combinação de muitos elementos como por exemplo proteínas, glúten, dextrina, fibras, gomas, emulsionantes ou aromatizantes para ajudar a manter as características originais dos alimentos.

As proteínas são usadas como substitutas das gorduras especialmente em produtos congelados, mas não em alimentos fritos. Nesse caso geralmente são substituídas por carboidratos, espessantes e estabilizadores.

É importante que o rótulo contenha o conteúdo de gorduras, mas também as calorias desse conteúdo, uma vez que podem nos enganar porque mesmo que um produto seja sem gordura ele ainda pode fornecer um bom conteúdo energético dependendo das substituições feitas.

Quando o produto que eliminou as gorduras tiver menos de 50% das calorias e da gordura que o regular, já pode ser considerado um produto light.

Problemas em relação aos produtos light

É necessário ter especial cuidado com os rótulos dos alimentos, já que nós podemos encontrar fraudes ou tentativas de iludir o consumidor. Desse modo, lembre que podemos considerar um produto como sendo light apenas em situações específicas. Os problemas mais comuns são:

  • Hoje em dia encontramos no supermercado alimentos onde aparece a palavra light, mas a sua redução calórica não atinge o mínimo de 30% com relação à sua versão original.
  • Vendem a comida em porções menores para que essa unidade tenha menos calorias do que a versão não-light.
  • Recomendam consumir quantidades menores do alimento de modo que não consumamos as mesmas calorias que o alimento de referência.
  • As versões light deveriam conter todas as informações no rótulo. Além da porcentagem de redução das calorias, o valor energético do produto de referência é importante.