Como dormir pouco pode afetar desde sua saúde até seu humor

· 25 de outubro de 2018
Dormir pouco é um hábito próprio de nossa cultura atual, onde o estresse, as tecnologias e o sedentarismo têm efeito negativo sobre nosso relógio biológico

Os costumes mudaram radicalmente nos últimos anos por diversos fatores. Sem dúvidas, uma das práticas que se perde pouco a pouco é a de descansar o tanto que o corpo precisa. As constantes distrações e o ritmo de vida frenético nos levam a dormir pouco, e isso gera mais problemas do que costumamos imaginar.

Os celulares, computadores, a televisão e a impossibilidade de desconectarmos do estilo de vida corrido e sem pausas que levamos está atrapalhando nossa capacidade de descansar. Foi demonstrado pela Associação Mundial de Medicina do Sono que 45% das pessoas sofrem de transtornos do sono, de acordo com um informe jornalístico.

Na verdade, os índices já estão chegando ao nível de epidemia. Cada vez menos pessoas se dão conta de que dormir é tão ou mais importante do que se alimentar. Além disso, muitas pessoas sabem, mas não colocam isso em prática. Quais são as consequências de dormir pouco para nossa saúde? Vamos abordar esse assunto a seguir.

No que dormir pouco nos afeta?

Mulher dormindo tranquilamente

Os efeitos negativos de um descanso inadequado são muitos e podem gerar transtornos maiores. Entre os mais frequentes, destacam-se:

  • Desgaste cerebral. Quando dormirmos, o cérebro regenera células que permitem recuperar energias e prevenir doenças. Se descansamos pouco, ele não consegue limpar as proteínas cujo acúmulo causa por exemplo o Alzheimer ou a demência.
  • Perda de massa corporal. As pessoas que descansam menos de cinco horas por noite sofrem reduções em seu Índice de Massa Corporal. A média de perda fica em torno de 3,6% e deve-se aos problemas nos processos metabólicos que acontecem à noite.
  • Desordem alimentar. Geralmente, a pessoa que tem costume de dormir pouco, alimenta-se pior. Quando dormimos, geramos leptina, um hormônio que provoca saciedade e regula a gordura corporal. Se sua produção é reduzida, a consequência será a alimentação desregulada e a acumulação de gordura corporal. Além disso, isso favorece o desenvolvimento de doenças como a obesidade e a diabetes.
  • Falta de reflexos. O rendimento cognitivo e a coordenação motora diminuem notadamente quando uma pessoa não dorme o suficiente. Segundo a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA, em Inglês), dos Estados Unidos, mais de quarenta mil pessoas sofrem lesões todo ano por problemas ligados à falta de sono.
  • Rendimento menor. Como consequência da falta de lucidez e energia, ao dormir pouco acabamos tendo nossas capacidades reduzidas consideravelmente. Quem não descansa o suficiente geralmente rende menos no âmbito profissional ou escolar.
  • Pior processamento emocional.

Por que dormimos cada vez menos?

As raízes desse problema, próprio da cultura do século XXI, são várias. A primeira que podemos apontar é sobre os maus hábitos do sono. Isso inclui práticas como o uso do telefone ou do computador até minutos antes de deitar, assim como ver televisão até pegar no sono.

Homem usando o celular na cama

O motivo é que, assim, atrofia-se a percepção das células ganglionares, que ficam na retina e informam ao nosso cérebro se é dia ou noite. Como são muito sensíveis às luzes de onda curta (como as dos celulares e tablets), o relógio biológico da pessoa pode ser afetado, causando confusão em relação ao horário em que se encontra.

O sedentarismo também tem seu papel nisso. Isso porque a maioria das pessoas não faz atividade física trinta minutos por dia, como a OMS recomenda, e assim não sente tanta necessidade de descansar.

Por fim, devemos também mencionar a alimentação como um fator relevante. O excessivo consumo de cafeína, álcool ou o tabagismo podem levar a alterações no ritmo do sono. Por isso, recomenda-se moderar sua ingestão ou, se possível, anulá-la.

Conselhos na hora de dormir

Se você é uma dessas pessoas que estão acostumadas a dormir pouco, esses conselhos podem ajudar muito no desafio de mudar esse mau hábito:

  • Não atrase seu descanso. Não trabalhe horas extras se você pode deixá-las para outro dia. Quando seu corpo pede um descanso, é importante dar isso a ele e retornar com mais energia no dia seguinte.
  • A dívida do sono não é recuperável. A crença de “dormir a mais” nos finais de semana para recuperar a perda dos dias de semana é falsa. O ritmo do sono deve ser cotidiano, e não pode ser “pago” de uma vez só depois.
  • Evite comer muito à noite. Em primeiro lugar, porque essa energia não é consumida e se armazenará em forma de gordura. Além disso, as funções vitais retardam-se ao dormir. Assim, a digestão será menos eficiente e podem aparecer problemas gástricos.
  • Desconecte-se. Uma ou duas horas antes de se deitar, deixa de lado o celular, o computador ou qualquer outro dispositivo eletrônico. Pelo contrário, é melhor ler ou fazer outra atividade que seja relaxante.

As consequências de dormir pouco são muitas e muito claras. É importante, portanto, tomar os cuidados necessários e modificar nossos hábitos para favorecer o bom descanso. Com o passar do tempo, você vai perceber uma diferença em seu dia a dia, e seu organismo agradecerá e muito.