O que é a supinação no contexto dos esportes?

· 24 de abril de 2019
É essencial saber o que é a supinação em todos os seus aspectos. Com essas informações, poderemos introduzir novos exercícios em nossa prática esportiva e também evitar lesões.

Hoje vamos explicar em detalhes o que é a supinação e algumas considerações a serem levadas em conta em nossa prática esportiva.

Supinação e pronação são duas faces da mesma moeda. Elas dizem respeito a tipos de pegadas ou pisadas e possuem diferentes aplicações em exercícios.

O que é a supinação?

A supinação é o movimento que fazemos com o antebraço, de modo que a palma da mão fica para cima e o dorso para baixo. Em termos médicos, “supino” é usado para se referir a qualquer posição na qual as partes “ventrais” ou anteriores do corpo olham para cima.

Por essa razão, em linguagem médica, falamos da “posição supinada” para nos referirmos à posição em que estamos deitados voltados para cima.

A supinação no esporte

A supinação no âmbito esportivo tem, como a pronação, duas grandes vertentes. É essencial para o trabalho de certos músculos na academia ou na prática de disciplinas como CrossFit, ou até mesmo na ginástica olímpica.

Por outro lado, também é necessário saber como é a pisada supinada em relação ao chão. Ela pode levar a algumas lesões que podem ser evitadas se soubermos que nossa pisada é supinada.

Supinação do antebraço

A supinação do antebraço, ou seja, o movimento em que a palma da mão olha para cima, é interessante especialmente no trabalho com pesos. A seguir, enumeramos algumas situações ou exercícios em que é interessante usar uma pegada supinada.

  • O trabalho dos bíceps e antebraços é feito com a pegada supinada: esta é a melhor maneira de realizar “curls” com barra e halteres. Desta forma, garantimos que este grupo muscular do braço receba estimulação e ativação máximas.
Pegada na barra de bíceps

  • Uma variante das clássicas barras é feita com a pegada supinada. É um ótimo exercício para aqueles atletas que ainda não conseguem fazer a barra com o punho pronado, pois assim usamos a força dos bíceps, algo que não acontece nas barras clássicas, onde apenas os dorsais são usados.
  • Embora a pegada pronada seja mais comumente utilizada no levantamento de peso, para pesos maiores, utilizar uma pegada alternada melhora a força de agarre, uma vez que impede que a barra escorregue para fora de nossas mãos. Para isso, utilizamos em uma mão a pegada supinada e na outra, uma pegada pronada.
  • Se os benefícios de pegada pronada nos lembram os levantaedores olímpicos, a pegada supinada se relaciona ao trabalho com as argolas. É importante que eles trabalhem com todos os tipos de agarres, mas a pegada supinada lhes permitirá melhorar a potência dos seus braços.

Pisada supinada

Ao contrário da pisada pronada, com este tipo de pisada faremos uma rotação externa ao caminhar. Portanto, todo o peso do corpo cai na parte externa do pé, com o risco que isso acarreta.

A pisada supinada implica um maior risco de lesão se não for corrigida, uma questão que não é tão alarmante com a sua oponente, a pisada pronada. As lesões mais comuns que podem ocorrer na prática de esportes devido a uma pisada supinada são entorses de tornozelo, fraturas ou fascite plantar.

Caminhada

Medidas de correção da pisada supinada

Para evitar o risco de lesões, teremos que executar uma série de medidas para corrigir nossa pisada. Essas ações serão semelhantes àquelas geralmente indicadas para os que possuem a pisada pronada, já que ambos os tipos de pegadas apresentam risco de lesão.

  • Em primeiro lugar, é aconselhável realizar um estudo da pisada para determinar o grau de supinação que o pé executa ao caminhar e se exercitar.
  • É conveniente adquirir uma palmilha ou calçado especial.

Finalmente, uma sugestão fundamental: é muito importante nos colocarmos nas mãos de um especialista em medicina esportiva que nos ensine a melhor maneira de caminhar. Este especialista também indicará alguns exercícios para fortalecer a musculatura e prevenir lesões decorrentes de uma pisada supinada.

  • Kapandji, A. (2001). Biomechanics of pronation and supination of the forearm. Hand Clinics, 17(1), 111–22, vii. Retrieved from http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11280154
  • Hernández-Díaz, C., Saavedra, M. Á., Navarro-Zarza, J. E., Canoso, J. J., Villaseñor-Ovies, P., Vargas, A., & Kalish, R. A. (2012). Clinical Anatomy of the Ankle and Foot. Reumatología Clínica, 8, 46–52. https://doi.org/10.1016/j.reuma.2012.10.005
  • Lundberg, A., Svensson, O. K., Bylund, C., Goldie, I., & Selvik, G. (1989). Kinematics of the ankle/foot complex–Part 2: Pronation and supination. Foot & Ankle, 9(5), 248–253. Retrieved from http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2731838