As extraordinárias habilidades dos bailarinos

27 de janeiro de 2020
Embora muitas pessoas não considerem o ballet um esporte dos mais exigentes, e algumas até argumentem que não é um esporte, os bailarinos desenvolvem habilidades físicas impressionantes através da dança. Leia sobre algumas delas neste artigo.

Ao longo de suas carreiras, dançarinos desenvolvem uma capacidade física impressionante. Para entender um pouco melhor o que eles realmente podem fazer, neste artigo mostramos as habilidades que os bailarinos possuem e deixam qualquer um de boca aberta.

O ballet clássico surgiu por volta do ano 1600, no reinado de Luís XIV. Naquela época, o ballet era uma espécie de celebração com música e dança. Celebrava a religião, a fertilidade e a guerra, entre outras cerimônias.

Com o passar do tempo, o ballet começou a ser aperfeiçoado em academias e com professores e coreógrafos, até que foi criado na Rússia um método que é aplicado na maioria das escolas de ballet atualmente.

Agrippina Vagánova fez uma grande contribuição para a história do balé ao criar um sistema de pedagogia e técnica focado em desenvolver a flexibilidade, a força, a postura e a agilidade, além de outras características do ballet clássico.

O ballet é uma forma de arte que combina atividade física, sentimentos, teatro e música. Além disso, os bailarinos possuem habilidades incomuns para a maioria das pessoas.

As extraordinárias habilidades dos bailarinos

1. Força e resistência nos pés

Os bailarinos realizam exercícios que os ajudam a desenvolver grande resistência e força nos pés. Eles são capazes, por exemplo, de manter seu peso sobre os dedos com os pés esticados.

Os exercícios que colocam em prática nas aulas fortalecem as extremidades inferiores a ponto de serem capazes de suportar todo o peso do corpo nos pés, mesmo em apenas um. Também reforçam o peito do pé, o que permite às mulheres mais estabilidade ao dançar en pointe.

Essa resistência também ajuda a resistir a arranhões e bolhas causados ​​por movimentos na dança – em especial para as mulheres, que usam sapatilhas de ponta e devem subir acima da ponta dos pés. Isso é realmente doloroso e causa sangramentos, bolhas e hematomas.

O ballet é uma forma de arte que combina atividade física, sentimentos, teatro e música. Além disso, os bailarinos possuem habilidades incomuns para a maioria das pessoas

2. Muita flexibilidade

Os bailarinos são capazes de se contorcer de várias maneiras. A flexibilidade é um atributo extremamente valioso nessa disciplina.

Por exemplo, eles aprendem a tocar a cabeça com os pés e a fazer o espacate. Inclusive, existem dançarinos que dominam a execução do espacate negativo, que consiste em exceder a amplitude normal de movimento das articulações e dos tendões.

3. Girar sem perder o foco

Girar muitas vezes em uma única direção não é fácil. Se você tentar, pode ficar tonto e perder o equilíbrio. Mas imagine fazê-lo na ponta dos pés ou sobre uma perna com a outra levantada para o lado. Se isso não é o bastante, tente manter a sincronia com a música também.

Os dançarinos, no entanto, podem girar repetidamente com uma técnica impecável e fazer parecer simples. Eles mantêm os olhos fixos em um ponto, o que lhes permite girar rapidamente sem perder o equilíbrio.

4. A tolerância à dor se destaca nos bailarinos

As sapatilhas, o atrito entre os calcanhares e peito do pé no chão, as feridas que surgem após muitas horas de treinamento e outras lesões (pequenas e graves) tornam o dançarino uma pessoa realmente tolerante à dor.

Os dançarinos são capazes de ignorar a dor e continuar dançando, mesmo que isso possa ter sérias consequências. Por um lado, fazem isso em busca de grandes oportunidades em suas carreiras. Por outro lado, as lesões são algo constante na dança – portanto, de certa forma, eles devem se acostumar.

5. Força e impulso

O ballet é caracterizado por ser delicado e elegante. No entanto, os dançarinos possuem força e impulso impressionantes.

Considere isso: eles usam seu corpo para levantar outros através de diferentes manobras e em estilos variados. Além disso, um bailarino pode carregar muitas bailarinas durante uma única apresentação sem apresentar qualquer dificuldade.

Da mesma forma, os dançarinos de ballet têm muita força nas pernas e no abdômen, o que lhes permite saltar tão alto quanto os jogadores de futebol. A única diferença é que os dançarinos saltam com graça e suavidade.

O ballet clássico surgiu por volta do ano 1600, no reinado de Luís XIV. Naquela época, o ballet era uma espécie de pantomima com música e dança

6. Controle corporal, marca registrada dos bailarinos

Os exercícios que os bailarinos realizam nas aulas preparam e melhoram sua capacidade psicomotora. Como resultado, eles melhoram sua agilidade, coordenação e percepção espacial para executar todos os tipos de movimentos.

Da mesma forma, os dançarinos possuem um controle corporal realmente desenvolvido. Eles são capazes de contrair determinados músculos e relaxar outros ou mover um único membro do corpo de várias maneiras.

O ballet clássico é um estilo de dança extremamente exigente tanto a nível físico como mental. No entanto, todo o trabalho duro resulta em uma obra de arte que requer apenas o corpo humano para ganhar vida.

Sem dúvida, os bailarinos possuem habilidades incríveis e são indivíduos que se esforçam para mostrar no palco os desafios de superar os limites do corpo humano. Além disso, eles procuram mover corações com histórias e interpretações de vários temas com um toque artístico incomparável.

  • Twitchett, E. A., Koutedakis, Y., & Wyon, M. A. (2009). Physiological fitness and professional classical ballet performance: a brief review. Journal of Strength and Conditioning Research / National Strength & Conditioning Association. https://doi.org/10.1519/JSC.0b013e3181bc1749
  • van Vugt, M. K. (2014). Ballet as a movement-based contemplative practice? Implications for neuroscientific studies. Frontiers in Human Neuroscience8. https://doi.org/10.3389/fnhum.2014.00513
  • Guss-West, C., & Wulf, G. (2016). Attentional Focus in Classical Ballet: A Survey Of Professional Dancers. Journal of Dance Medicine & Science20(1), 23–29. https://doi.org/10.12678/1089-313x.20.1.23
  • Twitchett, E., Angioi, M., Koutedakis, Y., & Wyon, M. (2010). The demands of a working day among female professional ballet dancers. Journal of Dance Medicine & Science : Official Publication of the International Association for Dance Medicine & Science14(4), 127–32. Retrieved from http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21703083
  • Harris-Warrick, R. (2009). Ballet. In The Cambridge Companion to Eighteenth-Century Opera (pp. 99–111). Cambridge University Press. https://doi.org/10.1017/CCOL9780521873581.007