Obesidade e doenças cardiovasculares: qual a relação?

6 de janeiro de 2019
Conheça os riscos que a obesidade traz para desenvolver diferentes doenças cardiovasculares; controlar a dieta, as horas de sono e o nível de exercício físico são questões fundamentais para cuidar da nossa saúde.

Existe uma relação muito próxima entre as doenças cardiovasculares e a obesidade. O excesso de peso é um dos fatores de risco para a saúde do coração. A seguir, analisamos a fundo as causas e soluções!

Obesidade, um problema preocupante

Se olharmos para a definição, a obesidade aparece quando um adulto tem um índice de massa corporal superior aos 30kg/m². A circunferência da cintura, a proporção entre cintura e quadril e a relação peso/altura também são determinantes quando se trata de saber se estamos acima do peso ou se estamos obesos.

Tanto a obesidade generalizada quanto a abdominal estão associadas a um aumento do risco de morte em idade precoce.

Essa questão é um problema muito grave nos países desenvolvidos há algumas décadas. Lamentavelmente, parece que a situação é cada vez pior, embora haja muitas pessoas inclinadas a uma vida saudável.

Mulher com sobrepeso em uma consulta médica

A obesidade está mais associada à morbidade em adultos do que outros fatores, como o tabagismo, o alcoolismo e a pobreza, incluindo acidentes de trânsito e câncer. Muitos médicos e cientistas afirmam que no início deste milênio a obesidade é uma epidemia cada vez mais grave que afeta todas as idades.

Por outro lado, a obesidade tem sido classificada como um dos principais fatores de risco de várias doenças cardiovasculares (entre elas as doenças coronárias, a insuficiência cardíaca e a hipertensão arterial).

Doenças cardiovasculares e excesso de peso

A obesidade é um dos motivos pelos quais as pessoas sofrem de doenças cardiovasculares (embora não seja o único). Atualmente, os problemas cardíacos estão associados principalmente ao excesso de peso, o que também pode desencadear outras patologias, como a hipertensão ou o colesterol.

Muitos médicos afirmam que uma pessoa obesa é mais propensa a sofrer um ataque cardíaco do que alguém abaixo do seu peso normal. Mas também é preciso levar em conta um fator adicional: a quantidade de gordura corporal, os hábitos (por exemplo, se você fuma ou bebe álcool) e a quantidade de exercício que você faz.

Ninguém pode duvidar que a obesidade é um dos problemas que mais afligem a população ocidental nestes tempos. E se analisarmos as razões mais comuns de morte no século 21, as doenças cardiovasculares lideram a lista nos países desenvolvidos.

A obesidade e o excesso de peso aumentam o risco de ataques cardíacos e não apenas isso, porque quando uma pessoa está acima do seu peso ideal ela também tem uma baixa qualidade de vida.

Quais são as doenças cardiovasculares com uma grande relação com a obesidade? Doença coronária, insuficiência cardíaca, arritmias ventriculares, fibrilação atrial e morte súbita.

É provável que uma pessoa obesa sofra de hipertensão, apneia do sono, diabetes tipo 2, dislipidemia e esteatose hepática.

A associação obesidade e doenças cardiovasculares

Não é tão simples como dizer que “uma pessoa obesa corre mais risco de sofrer um ataque cardíaco que alguém magro“, já que há muitos fatores a serem considerados quanto a questões biológicas e físicas.

Mulher segurando um coração de plástico

A associação entre as doenças cardiovasculares e o excesso de peso é bastante complexa.

Por exemplo, foi comprovado que o excesso de peso aumenta a produção de leptina (hormônio responsável de induzir a saciedade) e de insulina, além de aumentar os ácidos graxos livres no sangue e os depósitos de gordura nas artérias. Este último é muito grave, pois leva à aterosclerose coronariana.

Além disso, o excesso de gordura que se acumula nas vísceras e no tecido adiposo causa problemas metabólicos, como resistência à insulina, alterações no tamanho das partículas de lipoproteínas de baixa intensidade e hipertrigliceridemia.

É importante destacar que a obesidade aumenta tanto o volume de sangue como o gasto cardíaco. Isso significa que o coração deve trabalhar mais quando a pessoa está acima do peso, o que leva a uma dilatação ou hipertrofia do ventrículo esquerdo, entre outras anormalidades.

Por último, você deve saber que a obesidade causa um engrossamento das paredes ventriculares e que isso também favorece o surgimento e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

É importante analisar o índice de massa muscular além do peso que nos é dado por uma balança. Dado que, em muitos casos, a gordura acumulada a nível visceral é o que pode aumentar as probabilidades de sofrer um ataque cardíaco e não os quilos que, em geral, temos a mais.

Villareal Ramírez, S. M. (2002). Prevalencia de la obesidad, patologías crónicas no transmisibles asociadas y su relación con el estrés, hábitos alimentarios y actividad física en los trabajadores del Hospital de la Anexión. Rev. Cienc. Adm. Financ. Segur. Soc.