Uma análise da tenista alemã Steffi Graf

· 8 de janeiro de 2019
A tenista alemã dominou a cena do tênis com mãos de ferro durante os seus melhores anos, e até hoje mantém um recorde que nenhum outro jogador de tênis, nem homem nem mulher, foi capaz de igualar

A ex-tenista alemã Stefanie Maria Graf, mais conhecida como Steffi Graf, é considerada pela maioria dos meios de comunicação e especialistas como uma das melhores tenistas da história. Sua longa carreira e troféus conquistados confirmam que ela é uma tenista que conseguiu conquistar o público.

Sua carreira como tenista

Steffi Graf começou a jogar tênis com a precoce idade de 3 anos. Com apenas treze anos, ela ganhou as copas juniores da Alemanha e da Europa e, em 18 de outubro de 1982, começou a jogar profissionalmente.

A tenista, então com apenas 15 anos, participou dos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984 e conquistou a medalha de ouro.

Graf se tornou a número um do mundo em 17 de agosto de 1987 e permaneceu nessa posição até 10 de março de 1991; 186 semanas consecutivas, um marco que estabeleceu um recorde que ainda hoje continua vigente. No final de sua carreira, somava um total de 377 semanas no primeiro lugar.

Steffi Graf jogando na grama

A Associated Press a nomeou como a ‘Melhor Tenista do Século XX’ no ano de 1999; e ela foi campeã mundial sete vezes (1987, 1988, 1989, 1990, 1993, 1995 e 1996).

A tenista alemã ganhou 22 títulos individuais de Grand Slam entre 1987 e 1999. Entre estes títulos estão quatro Abertos da Austrália; também seis Roland Garros, e sete Wimbledon e cinco Abertos dos Estados Unidos.

Em 1988, ela se tornou a primeira e única tenista -considerando tanto homens quanto mulheresa vencer o verdadeiro Golden Slam.

Ela venceu Chris Evert no Aberto da Austrália, Natasha Zvereva em Roland Garros, Martina Navratilova em Wimbledon, Gabriela Sabatini no Aberto dos Estados Unidos e novamente Sabatini na final dos Jogos Olímpicos de Seul.

Ela também é a única tenista, considerando tanto homens quanto mulheres, a ter vencido pelo menos 4 vezes cada um dos torneios do Grand Slam, e em todas as superfícies. Steffi se aposentou do tênis em 13 de agosto de 1999.

Como ela é na vida pessoal

Uma anedota bastante contada sobre a tenista ocorreu durante uma semifinal difícil em Wimbledon contra Kimiko Date.

Graf estava se preparando para o saque quando um espectador gritou: “Steffi! Você se casaria comigo?”. A tenista se preparou para sacar, colocou a bola no chão, se virou para o telespectador e respondeu: “Quanto dinheiro você tem?”

Cabe destacar que a jogadora tem um filho em comum com o também ex-tenista Andre Agassi. Contudo, parece que o jovem opta pelo beisebol – isso devido a que seus pais não o apresentaram o tênis como um modo de vida, pois eles dizem que já tiveram o bastante.

Graf jogando no gramado em duplas

Estilo de jogo de Steffi Graf

A jogadora alemã ganhou o título de melhor tenista da história porque seu estilo de jogo a fez chegar ao topo. A imprensa falava sobre o estilo de jogo da tenista definindo-o como elegante e espetacular; certamente uma mistura de potência e qualidade em abundância.

Sem dúvida a melhor arma desta tenista era a batida de direita; mas não podemos esquecer seus famosos slices. Em suma, sua variedade de golpes significava que seus rivais não tinham nada a fazer contra ela na quadra.

Sua velocidade e movimento de pernas em quadra igualmente ajudavam, fazendo com que ela conseguisse alcançar todas as bolas e assim fosse capaz de dominar a quadra. Um estilo de jogo que a tenista realmente gostava.

Sua direita, já comentada anteriormente, não era exatamente a mais ortodoxa. Era um golpe potente e muito preciso; com ele, ela conseguia subjugar seus rivais a partir de qualquer ângulo da quadra. Ao contrário, ela não tinha a mesma confiança com o backhand; de fato, só usou esse golpe para ganhar pontos em raras ocasiões.

No entanto, ela era capaz de fazer um slice de backhand com grande precisão; o que servia para incomodar o rival e que acabaria sendo tão característico de seu estilo de jogo quanto a sua potente direita.

Além disso, ela tinha um ótimo saque; e embora jogasse basicamente da parte de trás da quadra, também fazia voleios com precisão.