Correr na esteira ou na rua: o que é melhor para mim?

· 31 de julho de 2018
Correr é uma atividade muito saudável que nos ajuda a diminuir o estresse e a ficar em forma. Podemos, porém, correr na rua ou na esteira, e por isso veremos as vantagens e desvantagens de cada um a seguir

Acredito que não é preciso ser um especialista em fitness ou corrida para perceber que correr na esteira ou na rua não são a mesma atividade. Mas… há realmente diferenças entre os dois tipos de corrida?

Há dias em que, devido a certas circunstâncias, não é possível sair correndo na rua; seja por condições climáticas ou por falta de tempo. Nestes casos, sem dúvida, o melhor substituto é correr na esteira; que assim se torna uma boa ferramenta para os amantes da corrida.

No entanto, correr na esteira não é o mesmo que correr ao ar livre; fatores como a resistência do vento ou da superfície podem aumentar ou diminuir nosso esforço na mesma velocidade.

A passada ao correr na esteira ou na rua

Mulher correndo na esteira

Em caso de mau tempo extremo, há sempre a opção de correr na esteira.

Os nossos músculos isquiotibiais são os responsáveis por gerar a tração necessária para que nosso centro de gravidade seja impulsionado para a frente na corrida.

Começando por aí: na esteira eles são menos solicitados e, portanto, prejudicados; já que o próprio movimento da esteira nos ajuda a avançar.

Em paralelo, há uma redução na fase de apoio plantar, onde a absorção do impacto é reduzida. Desta forma, nossa musculatura extensa terá uma menor demanda de trabalho.

Levando isso em conta, a maneira como fazemos a passada na esteira não é exatamente a mesma da que fazemos quando estamos correndo na rua; mas é praticamente a mesma. Quais são essas pequenas diferenças?

A esteira: um dispositivo ideal

Essa mudança na maneira como trabalhamos nossos músculos faz da esteira um dispositivo ideal para melhorar a frequência da passada, ou seja, o número de passadas que damos por minuto, mas prejudicial para quem busca melhorar a amplitude da passada.

É comum ver como atletas que tendem a correr na esteira têm uma frequência de passada alta; mas com uma amplitude pequena. Essa é uma das diferenças entre correr na esteira ou na rua: como nossa passada se desenvolve.

Além disso, eles costumam apresentar maior risco de sofrer uma descompensação, uma vez que a musculatura anterior tende a ser mais solicitada que a anterior se realizamos a atividade na esteira. Isso pode se traduzir em um aumento do risco de lesões no joelho.

O que pode parecer um ponto negativo para a esteira, se inverte se a usarmos para atletas que acabaram de sair de uma lesão, devido ao menor impacto articular comparado à corrida na rua.

Pode-se produzir um bom conjunto entre as duas ‘modalidades’ se usarmos a esteira no início do treinamento do atleta para, mais tarde, sairmos para a rua, que é onde ele terá que competir; e reservando a esteira para melhorar sua técnica de corrida, aumentando as passadas sem produzir uma diminuição na amplitude (o que não nos interessa).

Percepção da velocidade

Mulher correndo na estrada

Um dos benefícios da esteira é poder estabelecer uma velocidade de ritmo para correr de forma constante sem preocupações (a menos que queiramos aumentar o risco de cair acelerando a marcha).

A percepção da velocidade não afetará o ritmo de corrida quando subirmos na esteira; por outro lado, ao correr ao ar livre, a percepção da velocidade pode ser afetada por múltiplos fatores.

Seu humor

Um motivo adicional para optar por correr ao ar livre do que fazê-lo na academia é a influência que isso pode ter no seu humor.

A Universidade de Glasgow realizou um estudo no qual concluiu que, embora nossa atividade na academia seja importante, acrescentar atividades físicas ao ar livre pode ajudar a aumentar nosso bem-estar.

Após analisar as informações de quase 2.000 participantes do Estudo Escocês de Saúde de 2008; verificou-se que as pessoas que tinham treinado em espaços verdes e rodeados por árvores tinham 50% mais probabilidade de ter melhor saúde mental em comparação com aquelas que tinham se exercitado em espaços fechados. Tudo isso se refletiu em melhorias no sono e uma considerável redução nos níveis de estresse e depressão.

Isso os levou a concluir que era perfeitamente possível associar o exercício ao ar livre com uma diminuição da tensão, confusão, raiva e depressão em face das atividades em ambientes fechados.

Ou seja, correr ao ar livre vai te deixar com um humor muito melhor!

Conclusão: correr na esteira ou na rua?

Podemos dizer que a esteira apresenta um risco maior de queda; especialmente para pessoas sem experiência; o que também se aplica a pessoas de certa idade, porque o equilíbrio nessas máquinas é mais complicado do que ao andar ou correr na rua.

Mas agora já temos diversas informações para analisarmos e, após isso, poderemos concluir o que é melhor para nós no momento: correr na esteira ou na rua.