Pelé: conheça a história do “rei” do futebol

17 de novembro de 2019
É impossível relembrar a história do futebol e nos esquecermos de um protagonista como Pelé, considerado como o melhor goleador desse esporte; seus números foram alcançados por poucos e ele tem o mérito de ter se tornado uma lenda sem abandonar seu país

O Brasil tem a supremacia na história das Copas do Mundo de futebol, e se há algum jogador que represente boa parte da história do futebol brasileiro, cheio de personagens maravilhosos, esse jogador é o Pelé.

O “rei”, como é apelidado, soube brilhar nos grandes momentos e chegou a levantar três troféus da Copa do Mundo com sua seleção.

Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé, nasceu em 23 de outubro de 1940, em Três Corações, no estado de Minas Gerais. Filho de pai jogador de futebol, sua paixão por esse esporte brotou na sua infância. Nada raro, levando em consideração a característica comportamental do brasileiro, claro.

O que é exceção, no que se refere a esse garoto, é que 18 anos depois ele e sua seleção nacional ganharam a primeira Copa do Mundo de futebol, na Suécia, em 1958.

Seria o começo de uma trajetória de sonhos com a seleção verde-amarelo. Ele foi capaz de repetir a façanha no Chile em 1962 e no México em 1970.

Foram as três primeiras conquistas globais do Brasil, que, mais adiante, acrescentou a dos Estados Unidos, em 1994, e a da Coreia-Japão, em 2002. É o jogador que mais vezes conquistou esse troféu.

Além disso, Pelé acumulou muitas condecorações entregues por entidades esportivas e sociais, organizações não-governamentais e organizações de mídia.

Em uma época em que não existia o famoso Bola de Ouro (o qual teria conquistado), foi eleito Melhor Jogador Jovem pela FIFA em 1958, Cidadão do Mundo pela ONU em 1977 e Melhor Jogador do Século XX, também pela FIFA, no ano 2000, dentre muitas outras condecorações.

Como Pelé jogava?

O que mais costumam destacar no ídolo brasileiro é que era um jogador muito completo. Era habilidoso, forte e rápido. Essas três virtudes explicam, em grande parte, a quantidade de gols que fez ao longo da sua carreira, sobre o que vamos olhar a fundo mais adiante.

Estas são as características inatas desse astro do futebol:

  • Velocidade: basta revisar só alguns minutos de suas fantásticas jogadas para constatar que Pelé tinha uma velocidade maior do que a de seus adversários. Sempre deixava todos para trás. Embora seu preparo físico não possa ser comparado com o atual, “o rei” se sobressaía claramente.
  • Potência: além de ser muito veloz, Pelé também era muito forte. Protegia a bola como poucos e isso fazia com que fosse muito difícil roubar a bola dele. Suas arrancadas desenfreadas com destino ao gol rival demonstram como, apesar das tentativas, as defesas não conseguiam pará-lo.
  • Drible: quase não existem atacantes brasileiros sem esse dom. No entanto, em Pelé esse dom era superlativo. Além dos seus dribles inalcançáveis, ele tinha uma jogada característica: lançar a bola por cima dos seus rivais e buscá-la pela lateral para seguir seu caminho imbatível para o gol. Outra das jogadas que ficou na história foi seu drible no goleiro do Uruguai em 1970. Lamentavelmente, esse gol não quis entrar.
  • Goleador: discussões matemáticas à parte, Pelé foi um goleador maravilhoso, tanto no Santos quanto na sua seleção. Ele tinha uma facilidade extrema para fazer gols, além disso, foi responsável por verdadeiras obras de artes com defesas e goleiros no chão, enquanto a bola entrava no gol.
Pelé cumprimento público no estádio

Quantos gols ele fez?

Pelé proclamou várias vezes que ultrapassou os mil gols. No entanto, trata-se de uma meia-verdade. Ele ultrapassou sim, mas se levarmos em consideração os gols marcados em jogos amistosos e não-oficiais.

O brasileiro afirma que fez 1.274 gols. No entanto, segundo um relatório completo de uma revista esportiva argentina sobre o tema, os gols oficiais se dividem da seguinte forma:

  • 643 no Santos FC.
  • 37 no New York Cosmos dos Estados Unidos.
  • 77 na Seleção do Brasil.

Os gols que não foram feitos em torneios oficiais também foram substanciais:

  • 446 em amistosos com o Santos.
  • 26 em amistosos com o Cosmos.
  • 9 na seleção estadual de São Paulo.
  • 6 em um time que combinava Santos e Vasco da Gama.
  • 18 em exibições da seleção do Brasil.
  • 3 para o Sindicato dos Atletas de São Paulo.
  • 5 em jogos beneficentes.
  • 14 gols para o exército do Brasil em uma exibição em que foi convidado.

Por fim, contando os gols oficiais, Pelé ocupa a posição de número 3 no quadro histórico. Só ultrapassaram ele Romário com 772 e Josef Bican com 805.

Ícone do futebol nacional

O Santos, clube com sede na cidade homônima do estado de São Paulo, pode dar-se ao luxo de dizer que Pelé fez quase toda a sua trajetória esportiva vestindo a sua camisa. Defendeu-a de 1956 até 1975.

Hoje em dia, tirando umas poucas exceções nem tão brilhantes, é um feito inimaginável, o que faz multiplicar a transcendência da figura de Pelé para o futebol brasileiro.

Depois da sua primeira aposentadoria com a camisa do clube da Vila Belmiro, decidiu voltar aos gramados pelo Cosmos FC dos Estados Unidos. A decisão foi motivada por maus investimentos que quase levaram esse clube à bancarrota.

Na América do Norte, ele jogou por três anos. Tanto ele quanto seu time conseguiram ascender. Em 1977, no último campeonato de Pelé como jogador de futebol, o Cosmos se consagrou campeão da liga norte-americana.

Seu jogo de despedida foi um amistoso entre Santos e Cosmos. Pelé jogou um tempo em cada time.

Os anos passaram e Pelé continua ocupando um lugar no pódio dos melhores da história. Acompanham-no Maradona, com quem mantém uma dura rixa popular sobre quem ocupa o primeiro lugar na história do futebol.

No encalço de ambos os personagens, encontramos outros reis como Messi, C. Ronaldo, Cruyff ou Di Stéfano. A ordem fica a critério de cada um, mas Pelé sempre fará parte dos candidatos.