Quais são as diferenças entre a Fórmula 1 atual e a de dez anos atrás?

· 30 de outubro de 2018
Vamos ver como a competição máxima do automobilismo mudou nos últimos anos, com avanços impressionantes em termos de estética e segurança

A Fórmula 1 é sinônimo de inovação, de tal forma que sua mudança é constante. As equipes buscam mudanças e melhorias ano após ano para, dessa forma, chegar ao topo do pódio.

Ao mesmo tempo, a cada temporada a FIA- Federação Internacional de Automobilismo – apresenta novidades em termos de desenvolvimento das corridas. É por isso que, se olharmos para trás, uma corrida que ocorreu há uma década se parece muito pouco com uma que podemos ver nesta temporada.

Para muitos, a Fórmula 1 piorou na última década – basta ver como o público despencou – como resultado das mudanças nos regulamentos. Por outro lado, para outras pessoas, ela é cada vez mais segura e inovadora. Além disso, ela movimenta e economia e o turismo por ainda possuir muitos fãs.

Longe de entrar em debates, vamos analisar a seguir as mudanças que a Fórmula 1 experimentou na última década e assim cada um pode tirar as suas próprias conclusões.

Carro de fórmula 1

Sistemas de recuperação de energia

Na tentativa de ser menos poluente e mais eficiente, a FIA tem forçado as equipes a instalar diferentes sistemas de recuperação de energia. É por isso que nos últimos anos vem existindo uma tendência para a redução do desempenho do motor e o aumento destes sistemas:

  • KERS: é composto por uma bateria que se recarrega durante a frenagem e que dá aos carros uma potência extra de 70 CV por alguns segundos, que pode ser escolhida livremente a partir do volante. É usado na Fórmula 1 desde a temporada de 2009.
  • ERS: é possível dizer que este sistema de recuperação de energia é baseado na ideia do KERS, mas seu funcionamento é muito mais complexo e poderoso. O ERS é formado por dois componentes, o MGU-K e o MGU-H. O primeiro deles funciona de forma idêntica ao KERS, com a diferença de que fornece 120 CV. O segundo componente transforma os gases – energia térmica – que o motor produz em energia elétrica e está conectado ao turbo.

Se uma década atrás toda a potência tinha sua origem no motor, esses sistemas de recuperação têm cada vez mais peso dentro dos carros e certamente isso continuará dessa forma nos próximos anos. Embora seja difícil, a Fórmula 1 também parece estar mais consciente quanto ao meio ambiente.

Mudanças nos pneus

Na última década, a questão dos pneus também mudou radicalmente. Novos tipos, mais ou menos trocas permitidas e fornecedores diferentes foram variando, na tentativa de aumentar o show na pista e abrir o leque de estratégias.

Nas temporadas de 2008, 2009 e 2010, a Bridgestone foi o único fornecedor e, desde 2011 até hoje, o fornecedor é a Pirelli . As alterações realizadas são as seguintes:

  • Temporada 2009: depois de 21 anos, os pneus slick retornam, já que a FIA suspendeu a proibição de seu uso.
  • Temporada 2012: a proibição que obrigava as equipes a usar apenas três conjuntos de pneus durante os treinos livres é eliminada. Essa medida só havia conseguido reduzir a atividade na pista.
  • Temporada 2016: A Pirelli cria um novo composto chamado ultrasoft -ultramacio- específico para os circuitos urbanos.
  • Temporada 2018: A Pirelli traz dois novos compostos, o hipermacio e o superduro. Além disso, a FIA aumenta o número máximo de pneus durante a corrida, passando de 5 para 7.
Ferrari na fórmula 1

Maior segurança na Fórmula 1

A cada temporada, novas medidas de segurança são implementadas a fim de reduzir ao máximo o risco que sempre existe nos esportes a motor. Assim, na última década, foram tomadas novas medidas que vêm contribuindo progressivamente para a segurança nas pistas, e que vamos analisar a seguir:

  • Temporada 2011: as medidas de segurança com relação ao capacete e ao visor se tornam mais rígidas; a fim de que eles sejam mais resistentes a possíveis acidentes. Nesta mesma temporada, as equipes são obrigadas a instalar proteções nos pneus para que eles não saiam voando após um acidente; podendo então ferir outros pilotos, comissários ou torcedores.
  • Temporada 2016: a parte superior do cockpit é elevada. Desta forma, as laterais das cabeças dos pilotos ficam cobertas e, em caso de impacto, a proteção é maior.
  • Temporada 2018: após vários anos de testes, a FIA finalmente decide forçar as equipes a instalar o halo em seus carros. Esta medida de segurança visa proteger a cabeça do piloto e complementar a proteção do capacete. Ao mesmo tempo, procura evitar acidentes como o de Felipe Massa na Hungria, por exemplo.

Como se pode ver, a maioria das medidas de segurança que foram tomadas nas últimas décadas têm como objetivo proteger a cabeça do piloto, já que esta é a parte mais exposta. É provável que nas próximas décadas essa tendência continue e que cockpits fechados sejam implementados.