Superalimentos: marketing ou realidade?

· 5 de dezembro de 2018
Conheça os reais benefícios dos denominados superalimentos, descubra se são tão benéficos assim ou se trata-se de mais uma campanha de marketing para incentivar seu consumo

Com certeza nos últimos anos você escutou falar muitas vezes do termo superalimentos. Com certeza você também ouviu falar de todos os benefícios que eles trazem.

Será verdade que o consumo desses produtos é tão benéfico para o organismo? A seguir, vamos saber que peso tem o marketing nesse termo, que parece ter chegado para ficar.

O que são os superalimentos?

Não existe uma definição científica para a denominação “superalimento”. De maneira geral, pode-se dizer que trata-se daqueles alimentos que contêm um grande número de propriedades e benefícios. Além disso, todos eles têm em comum o fato de não serem processados e serem totalmente naturais.

Os superalimentos são sinônimo de dieta saudável. As marcas, os supermercados e a publicidade transformaram esses produtos em protagonistas de qualquer plano de vida saudável.

Com certeza você já ouviu falar se todas suas propriedades e benefícios, tantos para a saúde em geral como para a cura de alguma doença ou problema de saúde.

Mulher cozinhando vários legumes e verduras

Nós nos perguntamos se esses alimentos são realmente tão milagrosos quanto as marcas querem que acreditemos. Por isso, precisamos analisar quanto disso é realidade e quanto são estratégias de marketing para maximizar as vendas e dar visibilidade a esses produtos.

Alguns superalimentos

São vários os alimentos que compõem a lista dos “superalimentos”. A seguir, vamos trazer alguns e suas principais propriedades:

  • Azeite de oliva extra-virgem. É o alimentos estrela da dieta mediterrânea. Usa-se principalmente nas saladas. Tem múltiplos benefícios, entre os quais destacam-se suas propriedades antioxidantes. Alguns asseguram que ajuda a prevenir até certos tipos de câncer.
  • Chocolate amargo. De todos os tipos de chocolate, o amargo é o mais benéfico, já que tem menos gordura. Suas propriedades são benéficas para a saúde do sistema circulatório.
  • Sementes de chia. Popularizaram-se nos últimos anos por seus grandes benefícios, tais como seu teor de Ômega 3, fibras ou como contribuem com a perda de peso. Além disso, são benéficas para dores articulares.
  • Gojiberry. São um dos superalimentos mais conhecidos, ainda que tenham aparecida há apenas alguns anos. Entre suas propriedades, destaca-se a prevenção do câncer, a desaceleração do envelhecimento ou a melhora da saúde ocular.
Pedaços de chocolate e cacau

Esses são somente alguns dos superalimentos que podemos encontrar no mercado. Temos ainda outros como o óleo de coco e spirulina. A verdade é que cada vez existem mais produtos denominados desta forma, e que supostamente têm uma grande quantidade de propriedades.

São tão benéficos assim?

Vendo as propriedades de alguns desses superalimentos, poderíamos classificá-los como milagrosos. Um só alimento ter em seu interior tantos nutrientes e benefícios é algo um pouco suspeito. Também é estranho pensar que somente consumindo esses alimentos nosso corpo tenha tantos benefícios.

Com certeza os denominados superalimentos são produtos muito saudáveis e totalmente recomendáveis para nosso dia a dia. O que não é tão certo é que eles têm tantas propriedades e capacidades de remediar certos problemas de saúde.

Não é possível que o consumo de um alimento por si só repercuta em nosso organismo de uma forma tão potente.

É preciso ter bom senso para saber até que ponto um alimento é benéfico. É importante saber dividir a linha entre as propriedades e os milagres. Se estamos falando de uma doença crônica ou grave, um alimento não vai curá-la sozinho.

Para esses casos existem os médicos, que são os verdadeiros profissionais da saúde, e só eles lhe dirão o que você deve fazer para melhorar sua saúde ou prevenir doenças. Não pense que esses alimentos substituem os remédios, porque isso será um erro enorme.

A alimentação é fundamental para ter uma boa saúde, mas é preciso ter consciência de certos limites. Os milagres não existem e, portanto, alimentos não curam nem melhoram a saúde de uma forma tão drástica quanto algumas marcas nos querem fazer acreditar.

A conclusão é clara: os superalimentos têm um grande número de propriedades, e seu consumo é mais do que recomendado. Mesmo assim, você deve saber que um alimento por si só nunca vai resultar em mudanças tão potentes no organismo como as que muitas pessoas asseguram.