Conheça os ergogênicos das categorias C e D

19 de março de 2019
Quando falamos dos suplementos de categoria C para atletas estamos falando que não há evidências científicas para recomendar seu uso, no entanto ele também não é proibido.

Já falamos sobre auxílios ergogênicos e como eles são divididos em categorias de acordo com suas evidências científicas. Claro que independentemente das classificações, se o atleta confia na eficácia do suplemento, ele pode provar, mas sempre sob a supervisão de um especialista e um controle rigoroso.

Segundo a classificação do Instituto Australiano de Esportes, os suplementos para atletas que possuem mais evidências científicas são os pertencentes à categoria A e à categoria B.

Estes últimos necessitam de mais pesquisas para consolidar as evidências. Sua atuação no corpo é estimada, mas não se sabe o mecanismo pelo qual esta se dá.

Ajudas ergogênicas: categoria C

Se o atleta está determinado a usá-lo, ele deve conhecer os riscos potenciais a sua exposição (se houver) e deve procurar a ajuda de um profissional de saúde com conhecimento específico desses produtos.

As empresas que comercializam auxiliares ergogênicos ou suplementos em geral que estão incluídos nesta categoria devem contribuir com uma ampla informação ao consumidor. Eles devem especificar:

  • Dose recomendada
  • Dose máxima
  • Consequências da superexposição

Os ergogênicos mais conhecidos da categoria C

D-Ribose

Os estudos que existem até o momento sugerem que ele poderia ajudar a superar sintomas como dor e rigidez causados ​​por exercícios que geram tensão muscular excessiva.

A maioria dos estudos que foram realizados com ribose mostraram resultados, mas com pessoas que tinham patologias associadas. Em indivíduos que sofrem de insuficiência cardíaca ou fibromialgia, observou-se uma diminuição nos sintomas relacionados à doença – diminuição da sensação de fadiga e dor muscular.

No entanto, até agora não se demonstrou ter um efeito significativo em pessoas saudáveis ​​e adequadamente nutridas.

Garota tomando comprimido

O excesso de consumo de ribose desencadeia uma sintomatologia gastrointestinal. Você tem que prestar atenção a sintomas como inchaço, desconforto abdominal, náusea e diarreia. Em qualquer um desses casos, você deve retirar completamente o suplemento de ribose da sua alimentação.

Glucosamina

É uma substância encontrada naturalmente no fluido que envolve as articulações. A recomendação da glucosamina como um auxílio ergogênico ocorre devido o seu possível papel na reparação da cartilagem articular e manutenção do líquido sinovial.

Normalmente, seu consumo é recomendado de forma conjunta a outras substâncias para melhorar sua ação – vitamina C e geralmente colágeno. Portanto, o efeito não pode ser relacionado exclusivamente à glucosamina.

Coenzima Q10

Alguns estudos avaliam que ela aumenta a tolerância ao exercício e previne o declínio do desempenho esportivo por fadiga. As pesquisas sugerem que a administração oral de coenzima Q10 (300 mg) melhora o desempenho físico e a sensação subjetiva de fadiga durante os treinamentos.

A partir dos resultados conclui-se que este suplemento pode aumentar a tolerância ao exercício e prevenir a diminuição no desempenho atlético como resultado do cansaço físico após dias de esforços contínuos, tais como ciclistas em corridas ou atletas em plena temporada de corridas.

TCM (Triglicerídeos de Cadeia Média)

Triglicerídeos de cadeia média estão disponíveis para uso clínico há anos, destinam-se a pessoas com dificuldade de absorção de gordura e patologia diabética. Nos últimos anos, passou a ser considerado como uma ajuda ergogênica.

Prova de ciclismo

Alguns estudos descobriram que, quando misturado com carboidratos, prolonga a capacidade de esforço.

Um teste feito administrou esta combinação a ciclistas que fizeram uma corrida de 40 km, rodando a 60% da sua capacidade máxima. Considera-se que a TCM diminui a oxidação do glicogênio muscular durante o exercício e, portanto, o preserva.

‘Tente e falhe, mas nunca deixe de tentar’.
– Jared Leto –

Ergogênicos categoria D

Qualquer suplemento incluído nesta categoria é completamente proibido, com o risco de doping positivo. Atletas em geral são aconselhados a não consumir esses produtos. Entre eles: estimulantes (efedrina, estricnina), prohormonais ou elevadores hormonais (DHA, androstenediona e derivados) e agonistas beta-2-adrenérgicos.