A alimentação do surfista

· 5 de janeiro de 2019
Submeter o corpo à força constante do mar é uma das atividades mais cansativas que existem; o peso da prancha e a potencia da maré geram uma resistência considerável, mas a boa notícia é que um planejamento alimentar adequado pode nos ajudar a encarar as ondas

Ainda que não pareça, o surf é uma prática de exigências físicas complexas. Os riscos que se correm na água criam a necessidade de uma dieta diferente de outras modalidades. A alimentação do surfista deve ser orientada à recuperação do glicogênio muscular.

Seguindo a dieta do pescador

O surf é um esporte muito praticado nas áreas de praia e nos litorais. Esse esporte tem a sua própria cultura e valores, e podemos ver também que os surfistas têm uma morfologia corporal adequada para esse esporte. Isso não é sorte: sua dieta diária permite um ótimo rendimento.

Menino surfando no mar em um dia de céu azul

Na verdade, a dieta do pescador ou do povo praiano tem muita influência nas áreas banhadas pelo mar. Nesses locais, as pessoas comem mais peixe, que é uma carne muito leve. Os cortes de gado ou até de frango não são parte da dieta dominante.

Também é mais adequado comer carboidratos, como o arroz e o macarrão, do que legumes. Essas características influenciam na capacidade que essas pessoas têm de se desenvolver bem no mar.

Alimentação do surfista: muitos carboidratos

Diferentemente de outros esportes, onde se requer mais proteína, a alimentação do surfista precisa de muitos carboidratos. Cerca de 60% ou 70% desse plano alimentar é composto por carboidratos simples e complexos. Farinha, arroz, macarrão e pão devem ser consumidos em grandes quantidades.

Em outros tipos de esportes isso poderia gerar um excesso de açúcares, que podem se tornar bancos de gordura. No entanto, o exercício aquático é tão intenso que todas essas calorias são queimadas. Além disso, trata-se de um esporte que cada competição ou treino pode durar horas.

E mais: os alimentos de alta carga proteica podem ser problemáticos. Eles podem ser causadores de indigestões, enjoos e outros problemas gastrointestinais. Os surfistas devem recorrer a fontes alternativas de proteínas, como frutas e o leite.

Mulher comendo yogurte com frutas

Como deve ser o consumo de carboidratos?

Tudo vai depender da complexidade e peso de cada praticante. No caso dos surfistas amadores, sete gramas por quilo será suficiente. Isso imaginando que cada sessão vai durar 60 minutos, aproximadamente.

No caso de um esportista mais experiente, o número dobra. Esse tipo de dietas funciona para quase todos os esportes que requerem um esforço constante durante horas.

Tudo o que foi dito aqui não significa que será feita uma dieta pouco controlada. Na verdade, esse tipo de esportes favorece as dietas divididas ao longo do dia. O certo é fazer várias refeições em porções reduzidas. A alimentação do surfista antes da competição deve ser energética, mas pequena.

Cuidado com a desidratação

Mesmo estando rodeado pelo mar, a alimentação do surfista deve ser rica em água. O desgaste energético contínuo e as altas temperaturas da praia contribuem para uma rápida desidratação. Em meio aos mergulhos, a água dá uma sensação térmica agradável mas não estamos nos hidratando.

Um aspecto chave é evitar bebidas diuréticas, que contribuem para a eliminação do fluidos corporais. Assim como em esportes como o mergulho, a cafeína, as bebidas alcoólicas e os refrigerantes devem ser restringidos.

Um quadro de desidratação na água pode ter consequências perigosas. Um desmaio ou queda de pressão pode levar a um afogamento. O corpo reage de forma diferente nesse entorno, e será mais difícil receber ajuda médica.

Dieta leve antes de entrar na água

Antes do treinamento ou da competição, devemos prezar por uma digestão rápida. No dia anterior, devemos consumir muitas calorias. Em cima da prancha, no entanto, é preciso estar leve. O necessário, nesse caso, é ter os recursos energéticos adequados.

O café da manhã dos surfistas têm leite, sucos naturais e frutas inteiras. Pode-se incluir vegetais verdes e frescos, ricos em água. Depois de competir, haverá tempo para uma recuperação proteica, onde não pode faltar peixe e ovos.